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- Ficha Técnica
EMFAL – Empresa Fornecedora de Álcool Ltda. Rua K 105 – Jardim Piemonte - Betim – MG – CEP 32680-540 Fone/Fax: 31 3597-1020 – emfal@emfal.com.br Aut. MS 3.02701.0 INFORMATIVO TÉCNICO – ÁCIDO SULFÔNICO 90% Produto ÁCIDO SULFÔNICO 90% (ÁCIDO ALQUIL ARIL SULFÔNICO 90%) Aplicação Detergente Emprego Dispersante, emulsionante, tensoativo. Armazenamento Conservar em frascos bem fechados ao abrigo do calor e umidade. Denominação Química Ácido alquil benzeno sulfônico linear Concentração de uso Concentração de acordo com a formulação. Características Físico-químicas TESTE ESPECIFICAÇÃO Aspecto Líquido viscoso Cor (visual) Castanho escuro Odor Característico Informações Adicionais CAS: 85536-14-7 O Ácido Sulfônico Preto 90%, também chamado de LAS - Linear Alquilbenzeno Sulfonado é atualmente, o tensoativo mais utilizado no mercado mundial de detergentes. Trata-se de um ácido orgânico forte, obtido do processo de sulfonação de alquiláteros, cujas principais vantagens são: • Grande poder removedor de sujeiras; • Excelente solubilidade mesmo a baixas temperaturas; • Elevado poder de espuma e • Biodegradabilidade. O Ácido Sulfônico é empregado em diversos tipos de formulações de detergentes líquidos, pastas e detergentes para lavar roupas (líquidos e pó). No setor industrial e institucional, é utilizado na lavagem de roupas, em limpeza de superfícies, na preparação de emulsões para fluidos lubrificantes, pesticidas agrícolas e desengraxantes, e na aeração do concreto. Portanto, o Ácido Sulfônico preto 90% é um tensoativo, que promove a “quebra” ou a diminuição da tensão superficial da água, emulsiona gorduras e remove sujeiras, além de apresentar poder de umectação. Observação As informações contidas nesta Ficha foram compiladas de nossos fornecedores e de várias publicações técnicas tidas como verdadeiras. Não garantimos a exatidão dos dados. O único propósito deste documento é ser um guia para utilização apropriada do material. É de responsabilidade do usuário determinar a adequação destas informações para o uso correto do produto.
- FISPQ
________________________________ FISPQ ___ FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ Nº: 006 Última Revisão: 02/01/2007 1 – Identificação do Produto e da Empresa Nome do Produto: ÁCIDO SULFÔNICO 90% Empresa: EMFAL – Especialidades Químicas Endereço: Rua: K, 105 – Jardim Piemonte – Betim/MG Tel/Fax: (31) 3597-1020 E-mail: emfal@emfal.com.br 2 – Composição e Informações: Ácido sulfônico do linear alquilbenzeno com cadeia parafinica lateral de 10 - 13 átomos de carbono, com um número médio de 11,7 átomos de carbono. Denominação Química: Ácido Alquil Aril Sulfônico 90 (Ácido benzenosulfônico, 4 - C10 - 13 - sec - alquil derivados) CAS: 85536 - 14 - 7 EINECS: 287 - 494 - 3 Peso molecular médio: 320 Fórmula química: CH3 - (CH2)n - CH =C6 H4 - p(SO3H)==- (CH2)m - CH3 (n + m = 7 - 10) (n, m = 0 - 10) Sinônimos: Ácido lineal alquilbenzeno sulfônico, Acido sulfônico de misturas de Alquilbenzenos, Acido sulfônico. Aplicação Ácido sulfônico é a matéria-prima básica para a produção do Linear alquilbenzeno sulfonato de sódio, que é o tensoativo mais utilizado no mundo para a produção de detergentes líquidos e em pós de uso na limpeza domestica, e em outras formulações detergentes de aplicação industrial & institucional. 3 – Identificação de Perigos: Dados sobre riscos a saúde: Olhos: Exposição em pequenas concentrações causa irritação. Em contato com o líquido e exposição a altas concentrações de vapor, provoca irritação e queimaduras. Pele: Devido a sua natureza ácida e corrosiva, provoca irritação e queimaduras na pele. Em contato repetido e prolongado com a pele pode produzir necroses, se não forem tomadas as precauções necessárias. Inalação: Geralmente existe presença de SO3 e SO2 livre, e em algumas circunstâncias, pode formar H2S, que é tóxicos. Ingestão: Por sua natureza ácida, a ingestão de pequenas quantidades produz irritação e queimaduras nas paredes do estomago. Efeito de sobre exposição Sobre exposição aguda: Desconhecidos Sobre exposição crônica: Desconhecidos 4 – Medidas de Primeiros Socorros: Contato com os Olhos: Lavar com água durante 15 minutos. Procurar a assistência de um médico oftalmologista. Contato com a pele: Retirar a roupa contaminada. Lavar com grande quantidade de água. Se persistir a irritação, procurar um médico. Inalação: Remover o paciente para uma área ventilada fora do perigo. Se for necessário, efetuar a respiração artificial e chamar um médico. Ingestão: Ingerir um agente neutralizante (magnésia) dissolvido em leite e hospitalizar o paciente 5 – Medidas de Combate a Incêndio: Meios de extinção: Produto não inflamável nem explosivo, mas pode haver decomposição durante o fogo liberando gases. Procedimentos especiais de combate contra o fogo: Em caso de combate contra o fogo em espaços fechados, deve utilizar equipamentos de respiração autônomos. Proteção contra incêndios e explosões: Produto não é inflamável nem explosivo. Produtos de combustão perigosos: Durante um fogo pode haver uma decomposição com liberação de gases tóxicos de SO2 e H2S. 6 – Medidas de Controle de Vazamento e Derramamento: Precauções pessoais: Utilizar EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual) Precauções para o meio ambiente: Em terra: Manter o público afastado. Conter o derrame como for possível. Evitar que a contaminação siga para as águas superficiais e subterrâneas, assim como o solo e a vegetação. Notificar as autoridades e alertar a vizinhança se for necessário. Conter o derrame com absorventes inertes. O produto se pode neutralizar com solução de carbonato de sódio. Colocar os resíduos recuperados em recipientes adequados para reciclar ou eliminar. Consultar um especialista / perito em eliminação de materiais recuperados. O material pode ser eliminado mediante incineração controlada, depois lavar com solução de carbonato de sódio e enxaguar com água. Atuar em conformidade com a legislação local e oficial. Em águas: Avisar outras embarcações. Notificar o porto e as autoridades pertinentes e manter o público afastado. Conter e eliminar o derrame como for possível. Bloquear a área do derrame e evitar danos ecológicos. Eliminar o produto da superfície por absorção da capa contaminada o com absorventes adequados. Consultar um especialista / perito, em eliminação de materiais recuperados e atuar em conformidade com a legislação local e oficial. 7 – Manuseio e Armazenamento: O ácido sulfônico livre de água ataca os metais de modo similar ao ácido sulfúrico concentrado. O ácido sulfônico é moderadamente corrosivo para o aço, aumentando a corrosão quando o produto for mantido a altas temperaturas (acima de 40ºC). Se estiver armazenado em tanques de aço carbono, essa corrosão pode extrair uma pequena quantidade de ferro, que prejudica o produto. Recomenda-se, preferencialmente, a utilização de aço inoxidável para a construção de tanques e tubulações. Alternativamente, se pode utilizar tanques de aço carbono revestido (por exemplo, com resinas epóxi ou poliéster). Para facilitar o manejo, recomendamos que o ácido sulfônico seja armazenado a temperaturas entre 30ºC a 40ºC. Os tanques devem ser aquecidos indiretamente mediante serpentinas de água quente (máximo de 60ºC) ou condutores elétricos. Não se recomenda o aquecimento interno direto, pois pode provocar a existência de “pontos quentes” e produzir a degradação da cor do ácido. Para economizar energia de conservação, os tanques de armazenamento devem ser revestidos com isolamento térmico convenientemente. Quando se bombeia o ácido, é preferível utilizar bombas de deslocamento positivo melhor que bombas centrífugas. As tubulações e as partes da bomba em contato com o ácido devem ser de aço inoxidável. Temperatura de armazenamento / manipulação: Temperatura recomendada: 30 - 40ºC. Evitar as altas temperaturas nas paredes (40ºC máximo). Deve utilizar água quente como fluido de transferência de calor. A baixas temperaturas, alta viscosidade pode originar problemas de bombeio. Temperatura de carga / descarga: Para facilitar o carregamento, deve manter uma temperatura de 32-38ºC. Recomenda-se o aquecimento mediante sistema elétrico nas tubulações instaladas frente ao sistema aquecimento com vapor. A temperatura na superfície de contato não deve ser apreciavelmente maior que a do interior do tanque. Pressão de armazenamento: Atmosférica Perigo de acumulação eletrostática: Não existe Viscosidade a temperatura de carga / descarga: 1.010 cSt (a 25ºC) Sistemas de embarque usuais: Vagões tanques, Caminhões Tanques e Tambores. Revestimentos e materiais de armazenamento e manejo: Adequados: Tanques (vagões, caminhões): Aço inoxidável 316. Aço carbono com revestimento: fenólico; de vidro; poliésteres reforçados com fibra de vidro; resinas expóxi; resinas poliés. Tambores: Metal com dupla capa de revestimento polimérico e livre de pontos de solda para evitar a reação do ácido sulfônico com o metal. Transferência: Linhas: Aço inoxidável 316, tubo de PVC ou fibra de vidro. Mangueiras: Polietileno, Teflon, Borracha butílica, com revestimento de neoprene Bombas: Com engrenagens de aço inoxidável 316. Válvulas/engrenagens: Aço inoxidável 316. Válvulas c/ revestimento de Teflon e volante. Juntas: Teflon. Inadequados: Tanques (vagões, caminhões): Aço carbono. Aluminio, outros metais. Precauções especiais: Nos tanques de armazenamento pode acumular gases SO2 e deve-se tomar as precauções necessárias nos casos de exposição dos operadores. O produto reage perigosamente com hidróxidos (bases). Não armazenar junto com eles. O ar deve ser analisado continuamente quando se trabalha em uma área fechada. Manter a área bem ventilada 8 – Controle de Exposição e Proteção Individual: Equipamentos de proteção pessoal: Roupa protetora impermeável e resistente aos ácidos p/ prevenir o contato com a pele. Luva de proteção e capas de borracha resistentes ao ácido ou PVC, máscaras de respiração para casos de emergência e em ambientes fechados. Retirar a roupa molhada/contaminada, contendo pequenas quantidades do produto, que pode originar queimaduras na pele não percebíveis a princípio. Higiene do trabalhador: Evitar o contato com a pele, olhos e roupas. A área de trabalho deve dispor de duchas de segurança e fontes lavadoras de olhos. Incompatibilidade com hidróxidos (bases). Necessidades de ventilação: Em espaço fechado os tanques de armazenamento podem acumular gases tóxicos (SO2, H2S). Manter a área bem ventilada e utilizar máscara de respiração. O ar deve ser analisado continuamente quando se trabalha em uma área fechada. Valor limite de exposição (T.L.V.): Não estabelecido. 9 – Propriedades Fisico-Químicas: TESTE ESPECIFICAÇÃO Aspecto Líquido viscoso Cor (visual) Castanho escuro Odor Característico Densidade – 25ºC 1,0260 – 1,1341 g/cm3 Teor matéria ativa 88 – 95% Acidez Livre Máximo 7,5 g%NaOH Acidez Total Máximo. 18,8 g%NaOH Peso molecular médio 320 10 – Estabilidade e Reatividade: Estabilidade: Estável Condições para evitar instabilidade: Não aplicável Materiais e condições que devem ser evitadas (Incompatibilidade): Reativo com metais, óxidos, carbonatos e carbetos. O produto reage perigosamente com hidróxidos (bases). Polimerização perigosa: Não aplicável Condições para evitar a polimerização: Não aplicável Produtos de decomposição perigosa: Geralmente existe presença de SO2, em algumas circunstancias, pode formar H2S. Libera calor quando diluído com água. Corrosão: Moderada a severa. 11 – Informações Ecológicas: DL50 (Oral, ratos): 1350 - 1470 mg / Kg (O.C.D.E. - 401) ========================Dose letal 50 % DL50 (Dérmico, coelhos): Muito irritante (O.C.D.E. - 405) ============================Dose letal 50 % 12 – Informações Ecológicas: Toxicidade para o meio biótico CL50 - 96 (Vertebrados): 5 - 15 ppm ===========================Concentração letal efetiva 50 %, em 96 horas CE50 - 24 (Daphnia): 5,9 ppm ===========================Concentração efetiva 50 %, em 24 horas, para a ausência de mobilidade CI10 - 16 (Pseudomonas putida): 51 ppm ============================Concentração efetiva 10 %, em 16 horas, para a inibição do crescimento= Riscos para o meio ambiente: Fatores contaminantes: Biodegradação: > 98 % (O.C.D.E. - 301) Fotodegradação: 50 % (2,2 días) Log Pow: 2 (O.C.D.E. - 107) Efeitos sobre o meio: Água: Prejudicial para a vida aquática em concentrações muito baixas. Este produto é solúvel em água, para derrames de grande proporção pode produzir concentrações perigosas para a vida aquática. Ar: A decomposição na combustão deste produto pode provocar uma nuvem de gases irritantes, corrosivos e venenosos. Solo: Este produto é corrosivo, quando ocorre um derrame pode provocar danos imediatos na área de contato. Pode produzir contaminação do solo e risco de contaminação do lençol freático 13 – Considerações sobre Tratamento e Disposição Manejar os resíduos com precaução. Eliminação mecânica utilizando absorventes inertes. Se for possível a eliminação mediante incineração controlada, depois lavar com solução de carbonato sódio e enxaguar com água ou eliminação segundo a legislação oficial (nacional ou local). Evitar jogar grandes quantidades de ácido sulfônico nos esgotos e canaletas. A biodegradabilidade do sal sódico do ácido sulfônico é maior que 90 %. Não misturar com hidróxidos (bases) 14 – Informações Sobre o Transporte: Dados Temperatura de transporte: 25 - 40 ºC Pressão de transporte: Atmosférica Temperatura de carga / descarga: 25 - 40 ºC Caminhões tanques: Revestimento de aço inoxidável. Para longos percursos a baixa temperatura utilizar carretas com serpentinas para aquecimento. Tambores: Tambores de metal com dupla capa de revestimento polimérico e livre de pontos de solda para evitar a reação do ácido sulfônico com o metal. 15 – Regulamentações: Classificação e etiquetas de identificação segundo a Portaria 204 de 1997 do Ministério dos Transportes, que regulamenta o transporte terrestre de produtos perigosos: Classificado como “Corrosivo” Provoca queimaduras. Não respirar os gases. Simbologia apropriada como produto perigoso com indicação de perigo: ”Corrosivo” Decreto 96.044 - Transporte Rodoviário de produtos perigosos e sucessivas modificações e adaptações 16 – Outras informações: Nos locais onde se manipulam produtos químicos deverá ser realizado o monitoramento da exposição dos trabalhadores, conforme PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) da NR-9. Funcionários que manipulam produtos químicos, em geral, devem ser monitorados biológicamente conforme o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) da NR- 7. As informações e recomendações constantes desta publicação foram pesquisadas e compiladas de fontes idôneas, dos MSDS dos fornecedores e de legislações aplicáveis ao produto. Os dados dessa Ficha referem-se a um produto específico e podem não ser válidos onde esse produto estiver sendo usado em combinação com outros. A EMFAL – Especialidades Químicas com os fatos desta ficha, não pretendem estabelecer informações absolutas e definitivas sobre o produto e seus riscos, mas subsidiar com informações, diante do que se conhece, os seus funcionários e clientes para sua proteção individual, manutenção da continuidade operacional e preservação do Meio Ambiente.
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